Anafilaxia: adrenalina injetável salva vidas.

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Anafilaxia: adrenalina injetável salva vidas.

A adrenalina autoinjetável é um recurso poderoso no tratamento de pessoas com alergias graves. Este medicamento se torna ainda mais importante após a proibição da venda de adrenalina em farmácias. Os pacientes com alergias críticas passaram a ter dificuldades de acesso ao medicamento e, em casos de choque anafilático, correm sério risco de morte durante uma crise.
Pensando nestes quadros, a Associação Brasileira de Alergia e Imunologia deu início a uma campanha pela liberação da adrenalina autoinjetável, versão comum desta substância que está disponível no exterior, mas que ainda não teve sua venda permitida no Brasil.
A versão autoinjetável é um mecanismo simples, mas que pode salvar vidas. É uma seringa pré-ajustada e preparada para ser aplicada no paciente automaticamente, facilitando o uso seguro até mesmo por pessoas sem treinamento especializado e possibilitando socorro imediato em emergências.
Como o medicamento ainda não está disponível para a venda no território nacional, os pacientes ficam com poucas opções de recursos para uso durante as emergências.
O quadro de anafilaxia é uma situação de crise e deve ser tratado com urgência. Ela consiste em uma reação grave a um alérgeno, que pode ser um medicamento, uma picada de inseto, um alimento ou látex. Entre os sintomas estão os espirros, urticárias, coceiras e vermelhidão na pele, dores abdominais, náuseas e vômitos, além de desmaios, convulsões e outras reações cardíacas e respiratórias.
Situações mais graves podem causar um inchaço grave na região da traqueia e obstruir o canal respiratório, levando à morte por asfixia. A providência mais comum e mais recomendada nestas situações é acionar o socorro especializado.
No entanto, mesmo o tempo de espera pelo deslocamento e chegada da ambulância pode ser decisivo para a sobrevivência do paciente em crise. Alguns quadros podem causar óbito em poucos minutos e, por isso, a disponibilidade da adrenalina autoinjetável é fundamental. Entre os interessados na campanha estão pacientes alérgicos e seus familiares, além de médicos e professores.
A adrenalina comum, anteriormente vendida em ampolas nas farmácias, passou a ser considerada como medicamento hospitalar e teve sua venda proibida. Entretanto, mesmo nos hospitais, os pacientes não podem adquirir o medicamento para uso em sua casa, escola ou trabalho. Assim, os portadores da anafilaxia passaram a ficar expostos às reações fatais, caso não recebam socorro imediato.
A solução é importar o medicamento, um processo que pode ser caro, complicado e, por isso, pouco acessível aos pacientes. Além disso, a compra de medicamentos por canais menos convencionais traz o risco de golpe ou medicamentos falsificados, o que adiciona um componente negativo a uma situação que já é bastante delicada.
A campanha é fundamental para dar autonomia e segurança aos pacientes que correm o risco de passar por estas crises. Estimamos que 2% da população já teve uma crise anafilática durante sua vida. A adrenalina autoinjetável é um grande benefício já que, na maioria dos casos, não há sequer tempo para esperar a chegada do socorro ou a ida ao hospital.
A reação é muito rápida e intensa, podendo iniciar com 1 a 5 minutos após contato com o alérgeno. Mas se o medicamento estiver com o paciente, em sua bolsa ou mochila, pode ser um grande diferencial entre viver e morrer.
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